Reality Nascentes da Crise

Nascentes da Crise é um formato inovador de reality-show sobre clima.

Desde 2014 o projeto materializa em video, o que a ciência explica por meio de teorias e gráficos que frequentemente não encontram um formato que desperte o interesse da sociedade em geral. As experiências em campo relacionam o ciclo das águas com as mudanças climáticas. O Reality traz reflexões sobre causas e consequências em áreas de transição de biomas, apresenta localidades em que ocorreram episódios relevantes e a realidade no entorno dos principais rios de bacias hidrográficas do planeta.

O conteúdo investigado durante as expedições são compartilhados em tempo real por meio das mídias sociais pelo jornalista e ambientalista Diego Gazola. O autor de 18 livros sobre cidades e regiões pelo Brasil e o mundo, nos últimos 18 anos pesquisou mais de 1.200 municípios em todos os Estados brasileiros e em cerca de 35 países. O material compilado no Nascentes da Crise é sintetizado por meio de uma série de filmes captados com celular e que originaram, até o momento, oito documentários divididos por etapas, em oito países: Brasil, Peru, Uruguai, Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Tailândia.

A produção do Reality é toda utilizando smartphone e as transmissões são pela hashtag #nascentesdacrise no Twitter, Instagram e Facebook. Posteriormente são editados documentários que sintetizam as experiências.

As principais linhas de pesquisa que balizam a condução do projeto são as dos cientistas Antônio Donato Nobre (INPE - Brasil), do chileno Pablo A. García Chevesiche (Universidad of Arizona - EUA), de Jhan Carlo Espinoza (IGP - Peru) e Paulo Artaxo (USP - Brasil).



A sétima etapa do Reality Nascentes da Crise foi embasada na pesquisa de cientistas americanos e chineses em estudo divulgado no início do ano no Portal BioRxiv, operado pelo Cold Spring Harbor Laboratory. O jornalista e ambientalista Diego Gazola percorreu durante trinta dias cerca de cinco mil quilômetros do norte ao sul da Tailândia

A nova expedição expõe curiosidades e a busca por indícios que correlacionem a descoberta de 33 tipos de vírus a partir do degelo acelerado pelas mudanças climáticas no Tibete, potencialmente com a emergência do novo coronavírus que paralisa a humanidade desde o início de 2020.

A viagem à Ásia teve início em 11 março, data em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou pandemia global de COVID-19. Durante a escala na Alemanha, com as mudanças nas regras de trânsito, a outra escala de Gazola que seria em Pequim na China foi cancelada. Assim o pesquisador teve que aguardar 24 horas até ser remanejado para voo direto desde Frankfurt até Bangkok, a capital da Tailândia.

A pesquisa teve com norteadores geográficos, os cursos dos rios Yangtsé, Salween e o Mekong. Os três nascem em território chinês, no Planalto do Tibete, porém fluem para direções diferentes.

O primeiro se direciona para o leste, passando pelo núcleo urbano de Wuhan, epicentro do novo coronavírus e deságua na Baía de Hangzhou em Xangai. O rio Yangtsé é o terceiro mais extenso do mundo, atrás do Amazonas e o Nilo. Como as fronteiras estavam fechadas, não foi possível chegar até o rio na China.

Já o rio Salween, desde a nascente também no Tibete, segue para o sul formando parte da fronteira entre o Maynmar e a Tailândia. Após um trajeto de moto de 700 quilômetros e muita negociação com a guarda de fronteira, o pesquisador obteve autorização para a coleta da amostra da água próximo à cidade Mae Ho.

 

O terceiro rio abordado no documentário é o maior do Sudeste Asiático. O Mekong flui no sentido sudeste, cruzando após a China, outros cinco países: Myanmar, Tailândia, Laos, Camboja e deságua no Mar da China no extremo sul do Vietnã. A amostra da água foi coletada em uma região conhecida como Triângulo Dourado, na cidade de Chiang Saen.

 

Gazola não acredita na possibilidade de que em estado líquido, as moléculas da água em si transmita os vírus, porém pondera que o fato de Wuhan estar localizada às margens do rio Yangtsé seja um fator a ser considerado nas pesquisas sobre as origens da COVID-19. “Em geral, as cidades se desenvolvem ao longo de corpos hídricos. Os humanos, assim como a fauna transita entre territórios e os cursos d’água são propícios para deslocamentos. Na linha de pesquisa que compactuo, a emergência do novo coronavírus pode estar relacionada ao aquecimento global e à consequente aceleração do degelo nas nascentes destes importantes rios asiáticos”, salienta o pesquisador.

 

Agora, o desafio é a busca por parceiros para a realização da análise das provas para mapearem eventuais resquícios de patógenos presentes nas amostras.


O filme (12'07”) está disponível abaixo ou diretamente pelo link: https://youtu.be/ngTUwdevxWo

 



sexta etapa do Reality percorreu o epicentro das polêmicas queimadas na Amazônia. A pesquisa foi realizada ao longo da BR-163 entre Cuiabá-MT e Itaituba no Pará. A região onde teria sido articulado o “Dia do Fogo” na fronteira da expansão do agronegócio. 

O primeiro destino foi o município de Nobres, a 120 quilômetros de distância da capital matogrossense. Além de um paraíso natural com rios de águas cristalinas, a região abriga a nascente do rio Paraguai que está no divisor entre as Bacias do rio da Plata e do rio Amazonas. Em seguida o ambientalista seguiu para Sorriso, cidade reconhecida por Lei Federal como a Capital Nacional do Agronegócio. Ali registrou araras comendo milho potencialmente transgênico e trouxe reflexões sobre a exportação de água virtual por meio de grãos (milho e soja) cujo destino é prioritamente para produção de ração animal.

Sinop, outra potência do agronegócio localizada ao longo da BR-163 também foi documentada. Durante a passagem pela cidade aconteceu a primeira chuva após mais de cem dias de estiagem. A tempestade originou desde o sentido nordeste, onde está localizado o Parque Indígena do Xingu e embasou a percepção de influência da Floresta na regulação do regime de chuvas na região.

Mais ao norte, ainda em Mato Grosso, em Peixoto de Azevedo é apresentado o modo de funcionamento de um garimpo legalizado. O empreendimento é associado à COOGAVEPE - Cooperativa dos Garimpeiros do Vale do Rio Peixoto a qual contempla mais de 500 sócios e rompe paradigmas referentes à mineração na Amazônia.

Já no Pará, o principal registro foi em Novo Progresso, cidade em que está sediada o jornal Folha do Progresso que no dia 10 de agosto denunciou os planos para o o que ficou conhecido como o “Dia do Fogo”, uma ação que teria sido orquestrada para a realização de incêndios em áreas de floresta. A última localidade visitada foi Itaituba, localizada a 1.500 quilômetros de Cuiabá no entroncamento entre a BR-163 e a rodovia Transamazônica (BR-230). Às margens do rio Tapajós, o porto na cidade é utilizado com principal modal para o escoamento fluvial dos grãos exportados para todo o planeta. 

“Acredito na linha de pesquisa de alguns cientistas que abordam a influência da Amazônia na regulação do clima da América do Sul. Também compactuo com a linha de pensamento que associa um gradativo e acelerado processo de desertificação em partes da região centro-oeste e sudeste do Brasil em função do desmatamento e do avanço da fronteira agropecuária sobre a Amazônia”, explica Diego Gazola.

O filme (19'45”) está disponível abaixo ou diretamente pelo link: https://youtu.be/c8QG_ed2HOI


A quinta etapa também está dividida em duas fases em territórios do Paraguai, Argentina e Bolívia.

A primeira fase da quinta etapa foi produzida em fevereiro de 2019, entre Asunción no Paraguai e Córdoba na Argentina. O entorno do rio Paraguai e rio Paraná concentram as tempestades mais severas do Planeta, segundo a revista científica Nature. Nesta região os sistemas de chuvas estão fortemente correlacionadosao choque entre o fluxo de umidade que provêm da Amazônia e às frentes frias e secas que chegam da Antártida.
O filme (13’46”) está disponível abaixo ou diretamente pelo link:  https://youtu.be/Uqymih4r4Bs



Já a produção da segunda fase da quinta etapa está prevista para acontecer entre o Paraguai, Bolívia e norte da Argentina no segundo semestre de 2020.

 

A quarta etapa foi dividida em duas fases no território da Bolívia.

primeiro documentário aborda o entorno do Parque Nacional Amboró na região da Amazônia mais ao sul da América do Sul. O local está na mesma latitude média de Brasília e é conhecido como o cotovelo dos Andes. O filme aborda ainda Potosí, onde está localizado o Cerro Rico, de onde no período colonial foi retirado pelos espanhóis, a maior parte da prata extraída do continente. Sincronicamente a cidade está na mesma latitude média do trecho entre Ouro Preto e Diamantina, palco da exploração do ouro no Brasil colonial português e onde recentemente ocorreram as tragédias de Brumadinho e Mariana. Além disto, o viajante explora locais onde brotam as nascentes amazônicas mais ao sul do continente: Sucre, Cochabamba, Villa Tunari e Buena Vista. Em alguns pontos, a diferença de altitude no caminho dos Andes para a Amazônia chega a 3.500 metros em poucos quilômetros percorridos

O filme (16’11”) está disponível abaixo ou diretamente pelo link: https://youtu.be/kAtbhFcdlI8 


A segunda fase da quarta etapa foi produzida em janeiro de 2018 e também na Bolívia. O Reality partiu novamente de Santa Cruz de la Sierra, porém seguindo em direção oposta, rumo ao norte, para a região amazônica do Beni. Ali se encontram centenas de lagoas artificiais enigmáticas conhecidas como de Moxos, que teriam sido arquitetadas há milhares de anos. Os rios Mamoré e Beni estão entre os principais que formam o rio Madeira, o corpo d’água que em Rondônia, por meio de seus períodos de cheia, potencialmente reflete a umidade que deixa de migrar para o centro-sul da América do Sul, contribuindo para as secas cada vez mais severas nesta região. Para essa produção, a expedição cruzou a considerada mais intransitável entre as estradas bolivianas. O documentário expõe também a transição entre a Amazônia e os Andes na região de La Paz e do Lago Titicaca, passando pelo berço de uma das civilizações mais antigas do continente, a de Tihuanaco. 

O filme (14'56”) está disponível abaixo ou diretamente pelo link:https://youtu.be/6D-Nz9Rzbd4


 

Na terceira etapa, em abril de 2017, foi pesquisado o deserto mais árido do planeta. Localizado no norte do Chile, o Atacama está na mesma latitude média da cidade de São Paulo e de praticamente toda a região sudeste do Brasil. Nessa mesma latitude, na altura do Trópico de Capricórnio, estão outros grandes desertos do Hemisfério Sul como o Central da Austrália na Oceania e o Kalahari que compreende parte da Namíbia, Botswana, África do Sul e Angola na África. O documentário expõe reflexões sobre o gradativo desmatamento, e o desconhecido, polêmico e quase silencioso processo de desertificação do centro-sul da América do Sul. 

O filme (8’34”) está disponível abaixo ou diretamente pelo link: https://youtu.be/GDt8-GQsvoE

 

a segunda etapa abordou a foz do rio da Prata na fronteira entre o Uruguai e a Argentina e foi produzida em dezembro de 2016. Ali encontra a segunda maior desembocadura de água doce da América do Sul. A região recebe praticamente a totalidade das águas “exportadas” pela Amazônia por meio dos “rios voadores” e são drenadas através de centenas de rios do centro-sul da América do Sul. O documentário apresenta duas das dezenas de comunidades que vivem na ilhas no meio do rio da Prata, assim como registra a visita do pesquisador a Dolores, cidade que foi devastada pelo mais impactante tornado já registrado no continente. 

O filme (14’40”) está disponível abaixo ou diretamente pelo link: https://youtu.be/Em0H13MAdtQ

 

 

primeira etapa, produzida entre o Acre e o Peru em setembro de 2014, é balizada pelo conteúdo do relatório 'O Futuro Climático da Amazônia' do cientista Antonio Donato Nobre (INPE). Segundo o estudo, a umidade amazônica “faz uma curva” ao se chocar com a Cordilheira dos Andes naquela região e desce influenciando o regimes de chuvas na parte centro-sul da América do Sul, principalmente durante o verão hemisférico. O documentário apresenta três rotas que conectam os Andes à Amazônia: a estrada de terra pelo Parque Nacional del Manu, a rodovia asfaltada Interoceânica e o rio Urubamba que conecta Machu Picchu à Floresta Amazônica.

O filme (15’44”) está disponível abaixo ou diretamente pelo link: https://youtu.be/l3dSeqklEZY


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