Reality Nascentes da Crise (Water crisis)

Nascentes da Crise é um formato inovador de reality-show sobre clima.

Desde 2014 o projeto materializa em video, o que a ciência explica por meio de teorias e gráficos que frequentemente não encontram um formato que desperte o interesse da sociedade em geral. As experiências em campo relacionam o ciclo das águas com as mudanças climáticas. O Reality traz reflexões sobre causas e consequências em áreas de transição de biomas, apresenta localidades em que ocorreram episódios relevantes e a realidade no entorno dos principais rios de bacias hidrográficas do planeta.

O conteúdo investigado durante as expedições são compartilhados em tempo real por meio das mídias sociais pelo jornalista e ambientalista Diego Gazola. O autor de 18 livros sobre cidades e regiões pelo Brasil e o mundo, nos últimos 19 anos pesquisou mais de 1.200 municípios em todos os Estados brasileiros e em cerca de 35 países. O material compilado no Nascentes da Crise é sintetizado por meio de uma série de filmes captados com celular e que originaram, até o momento, nove documentários divididos por etapas, em nove países: Brasil, Peru, Uruguai, Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai, Alemanha e Tailândia.

A produção do Reality é toda utilizando smartphone e as transmissões são pela hashtag #nascentesdacrise no Twitter, Instagram e Facebook. Posteriormente são editados documentários que sintetizam as experiências.

As principais linhas de pesquisa que balizam a condução do projeto são as dos cientistas Antônio Donato Nobre (INPE - Brasil), do chileno Pablo A. García Chevesiche (Universidad of Arizona - EUA), de Jhan Carlo Espinoza (IGP - Peru) e Paulo Artaxo (USP - Brasil).


Nascentes da Crise is an innovative format for a reality-show about climate.

Since 2014 the project materializes in video, which science explains through theories and graphics that often do not find a format that arouses the interest of society in general. Field experiments relate the water cycle to climate change. Reality brings reflections on causes and consequences in biome transition areas, presents locations where relevant episodes occurred and the reality around the main rivers in the planet's hydrographic basins.

The content investigated during the expeditions is shared in real time through social media by journalist and environmentalist Diego Gazola. The author of 18 books about cities and regions across Brazil and the world, over the past 18 years he has researched more than 1,200 municipalities in all Brazilian states and in about 35 countries. The material compiled at Nascentes da Crise is synthesized through a series of films captured with cell phones and which have resulted, so far, in nine documentaries divided by stages, in nine countries: Brazil, Peru, Uruguay, Argentina, Chile, Bolivia, Paraguay, Germany and Thailand.

The production of Reality is entirely using smartphones and transmissions are via the hashtag #nascentesdacrise on Twitter, Instagram and Facebook. Documentaries that synthesize the experiences are later edited.

The main lines of research that guide the project are the scientists Antônio Donato Nobre (INPE - Brazil), the Chilean Pablo A. García Chevesiche (Universidad of Arizona - USA), Jhan Carlo Espinoza (IGP - Peru) and Paulo Artaxo (USP - Brazil).


A oitava etapa do Reality Nascentes da Crise expôs a hipótese da influência dos “rios voadores” da Amazônia para a chegada dos portugueses em 1500.

Embasado na reinterpretação da Carta de Pero Vaz de Caminha, o videodocumentário que sintetiza a oitava etapa do Reality Nascentes da Crise foi produzido no extremo sul da Bahia. Entre março e abril de 2021, o varginhense Diego Gazola percorreu a região geográfica entre a foz do rio Jequitinhonha no município de Belmonte e a do rio Cahy em Prado. 

O novo filme, com cerca de 10 minutos, expõe dados técnicos coletados pelos satélites da Climatempo, e que são validados através da experiência vivencial na qual o fluxo da umidade advinda da Amazônia influencia regularmente o regime de chuvas naquela região. Tanto nas cabeceiras dos rios, como em toda a área que foi denominada como zona turística da Costa do Descobrimento.  

Segundo a Carta de Pero Vaz de Caminha, o primeiro documento redigido no atual Brasil, um dia antes do avistamento da montanha e da chegada ao litoral, os navegadores viram pedaços de plantas boiando no oceano. Este fato remeteu que estariam próximos de terra firme. Assim consta no registro histórico original: “... foram 21 dias de abril, estando da dita Ilha obra de 660 ou 670 léguas, segundo os pilotos diziam, topamos alguns sinais de terra, os quais eram muita quantidade de ervas compridas, a que os mareantes chamam botelho, assim como outras a que dão o nome de rabo-de-asno.”

Entre todos os rios do litoral sul da Bahia, o rio Jequitinhonha é o que apresenta a maior vazão nos dias atuais, e há cinco séculos, potencialmente também. Este corpo hídrico pode ter sido o responsável por lançar em alto mar, as ervas avistadas pela tripulação, uma vez que nesta época do verão e início do outono é historicamente de cheias no rio.  

A foz do rio Jequitinhonha está localizada a cerca de cento e cinquenta quilômetros em linha reta da foz do rio Cahy, local consensual como ponto da chegada dos portugueses em 22 de abril após avistarem neste mesmo dia uma montanha imponente no horizonte. Devido à proximidade do domingo de Páscoa, eles a denominaram como Monte Pascoal. 

Durante a pesquisa para o Nascentes da Crise, alguns historiadores foram ouvidos, entre outros, Sidrach Carvalho Neto, autor da obra “Santa Cruz Cabrália, cinco séculos de história”. Ele auxiliou na validação da procedência da hipótese levantada por Diego Gazola: de que as chuvas procedentes desde o sentido noroeste para a região são oriundas da Amazônia e teriam elevado o nível das águas do rio Jequitinhonha. Posteriormente as correntes marinhas podem ter levado para o alto-mar os restos de vegetação que sinalizaram o caminho para a chegada dos portugueses. 

Povos originários Pataxó também somaram ao estudo, principalmente os que atualmente habitam o entorno do Parque Nacional e Histórico do Monte Pascoal. Segundo informaram, o nome para eles da montanha no idioma indígena patxohã é Egnetope e que desde o cume dele, observam que as chuvas nesta época do ano vêm prioritariamente do interior do continente e não do litoral.  

Na Carta, Pero Vaz de Caminha menciona que além do monte alto e redondo, foram avistadas outras serras mais baixas ao sul. Essa região hoje pertence ao município de Itamaraju, localizado a cerca de 50 quilômetros em linha reta do litoral baiano.  

Durante a pesquisa, Diego Gazola também esteve nesta cidade, especificamente no Assentamento Sustentável Pau Brasil situado no entorno do Monte Pescoço. Em 2014 foi descoberto e catalogado ali, o maior e mais antigo exemplar de pau-brasil do mundo. Com cerca de 600 anos, ele existe desde antes da chegada dos portugueses e o início da extração desenfreada da árvore que cedeu nome ao nosso país.   

O filme (9'58”) está disponível abaixo ou diretamente pelo link: https://youtu.be/h0EApb9Rrbg


The documentary on how the Amazon would have influenced the “discovery” of Brazil was launched. The eighth stage of Reality Nascentes da Crise exposed the hypothesis of the influence of the “flying rivers” of the Amazon for the arrival of the Portuguese in 1500.

Based on the reinterpretation of the Letter by Pero Vaz de Caminha, the video documentary that synthesizes the eighth stage of Reality Nascentes da Crise was produced in the extreme south of Bahia. Between March and April 2021, Diego Gazola traveled through the geographic region between the mouth of the Jequitinhonha river in the municipality of Belmonte and that of the Cahy river in Prado.

The new film, about 10 minutes long, exposes technical data collected by Climatempo satellites, which are validated through the experience in which the flow of moisture from the Amazon regularly influences the rainfall regime in that region. Both in the headwaters of the rivers, as in the entire area that was called the tourist area of ​​the Discovery Coast.

According to the Letter by Pero Vaz de Caminha, the first document written in present-day Brazil, the day before the sighting of the mountain and the arrival on the coast, the navigators saw pieces of plants floating in the ocean. This fact indicated that they would be close to dry land. As stated in the original historical record: “... it was 21 days in April, with the said Island being a work of 660 or 670 leagues, according to the pilots, we came across some signs of land, which were a lot of long grasses, which the seafarers call it botelho, as well as others they call the ass's tail.”

Among all the rivers on the southern coast of Bahia, the Jequitinhonha River is the one with the highest flow rate today, and potentially for five centuries as well. This water body may have been responsible for releasing the herbs seen by the crew into the high seas, since this time of summer and early autumn is historically flooded in the river.

The mouth of the Jequitinhonha river is located about one hundred and thirty kilometers in a straight line from the mouth of the Cahy river, a consensual place as the point of arrival of the Portuguese on April 22, after seeing an imposing mountain on the horizon that same day. Due to the proximity of Easter Sunday, they called it Monte Pascoal.

During the research for Nascentes da Crise, some historians were heard, among others, Sidrach Carvalho Neto, author of the work “Santa Cruz Cabrália, five centuries of history”. He helped in validating the validity of the hypothesis raised by Diego Gazola: that the rains coming from the northwest to the region come from the Amazon and would have raised the water level of the Jequitinhonha River. Later, the marine currents may have taken to the high seas the remnants of vegetation that signaled the way for the arrival of the Portuguese.

Original Pataxó peoples also added to the study, especially those who currently inhabit the surroundings of the Parque Nacional e Histórico do Monte Pascoal. As reported, the name for them of the mountain in the indigenous Patxohã language is Egnetope and from its summit, they observe that the rains at this time of year come primarily from the interior of the continent and not from the coast.

In the Letter, Pero Vaz de Caminha mentions that in addition to the tall, round mountain, other lower mountains to the south were sighted. This region now belongs to the municipality of Itamaraju, located about 50 kilometers in a straight line from the coast of Bahia.

During the research, Diego Gazola was also in this city, specifically in the Sustainable Settlement Pau Brasil located in the surroundings of Monte Pescoço. In 2014, the largest and oldest specimen of brazilwood in the world was discovered and cataloged there. About 600 years old, it has existed since before the arrival of the Portuguese and the beginning of the unbridled extraction of the tree that gave our country its name.




A sétima etapa do Reality Nascentes da Crise foi embasada na pesquisa de cientistas americanos e chineses em estudo divulgado no início de 2020 pelo Portal BioRxiv, operado pelo Cold Spring Harbor Laboratory. O jornalista e neonaturalista Diego Gazola percorreu durante trinta dias cerca de cinco mil quilômetros do norte ao sul da Tailândia

A nova expedição expõe curiosidades e a busca por indícios que correlacione a descoberta de 33 tipos de vírus, destes 28 até então desconhecidos pela ciência, a partir do degelo acelerado pelas mudanças climáticas no planalto do Tibete. Potencialmente, segundo essa linha de pesquisa, um deles pode estar associado à emergência do novo coronavírus (SARS-CoV-2), que paralisa a humanidade desde dezembro de 2019.

A viagem à Ásia teve início em 11 março de 2020, data em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a pandemia global de COVID-19. Durante a escala na Alemanha, com as mudanças nas regras de trânsito, a outra escala de Gazola que seria em Pequim na China foi cancelada. Assim o pesquisador teve que aguardar 24 horas até ser remanejado para um voo direto desde Frankfurt até Bangkok, a capital da Tailândia.

A pesquisa teve com norteadores geográficos, os cursos dos rios Yangtsé, Salween e o Mekong. Os três nascem em território chinês, no planalto do Tibete, porém fluem para diferentes direções.

O primeiro se direciona para o leste, passando pelo núcleo urbano de Wuhan, epicentro do novo coronavírus e deságua na Baía de Hangzhou em Xangai. O rio Yangtsé é o terceiro mais extenso do mundo, atrás do Amazonas e o Nilo. Como as fronteiras estavam fechadas, não foi possível chegar até o rio na China.

Já o rio Salween, desde a nascente também no Tibete, segue para o sul formando parte da fronteira entre o Myanmar e a Tailândia. Após um trajeto de moto de 700 quilômetros e muita negociação com a guarda de fronteira, o pesquisador obteve autorização para a coleta da amostra da água próximo à cidade Mae Ho.

 

O terceiro rio abordado no documentário é o maior do Sudeste Asiático. O Mekong flui no sentido sudeste, cruzando após a China, outros cinco países: Myanmar, Tailândia, Laos, Camboja e deságua no Mar da China no extremo sul do Vietnã. A amostra da água foi coletada em uma região conhecida como Triângulo Dourado, na cidade de Chiang Saen.

 

Gazola compactua de que em estado líquido, as moléculas da água em si não transmita vírus, porém pondera que o fato de Wuhan estar localizada às margens do rio Yangtsé seja um fator relevante a ser considerado nas pesquisas sobre as origens da COVID-19. “Em geral, as cidades se desenvolvem ao longo de corpos hídricos. Os humanos, assim como a fauna transita entre territórios e os cursos d’água são propícios para deslocamentos. Na linha de pesquisa que compactuo, a emergência do novo coronavírus pode estar relacionada ao aquecimento global e à consequente aceleração do degelo nas nascentes destes importantes rios asiáticos”, salienta o pesquisador.

 

Agora, o desafio é a busca por parceiros para a realização da análise das provas para mapearem eventuais resquícios de patógenos presentes nas amostras.


O filme (12'07”) está disponível abaixo ou diretamente pelo link: https://youtu.be/ngTUwdevxWo

The seventh stage of Reality Rises of Crisis was based on research by American and Chinese scientists in a study released in early 2020 by Portal BioRxiv, operated by Cold Spring Harbor Laboratory. Journalist and neonaturalist Diego Gazola traveled around five thousand kilometers from north to south of Thailand for thirty days.

The new expedition exposes curiosities and the search for evidence that correlates the discovery of 33 types of viruses, of these 28 until then unknown to science, from the melting accelerated by climate change in the plateau of Tibet. Potentially, according to this line of research, one of them may be associated with the emergence of the new coronavirus (SARS-CoV-2), which has paralyzed humanity since December 2019.

The trip to Asia began on March 11, 2020, when the World Health Organization (WHO) declared the COVID-19 global pandemic. During the stopover in Germany, with the changes in traffic rules, the other stopover by Gazola that would be in Beijing, China was cancelled. So the researcher had to wait 24 hours before being relocated to a direct flight from Frankfurt to Bangkok, the capital of Thailand.

The research had with geographic guides, the courses of the Yangtsé, Salween and Mekong rivers. The three are born in Chinese territory, on the plateau of Tibet, but flow in different directions.

The first runs east, past the urban core of Wuhan, the epicenter of the new coronavirus, and flows into Shanghai's Hangzhou Bay. The Yangtze River is the third longest in the world, behind the Amazon and the Nile. As the borders were closed, it was not possible to reach the river in China.

The Salween River, on the other hand, from its source also in Tibet, flows southwards forming part of the border between Myanmar and Thailand. After a 700 km journey on a motorcycle and a lot of negotiation with the border guard, the researcher obtained authorization to collect the water sample near Mae Ho city.

The third river covered in the documentary is the largest in Southeast Asia. The Mekong flows southeast, crossing after China, five other countries: Myanmar, Thailand, Laos, Cambodia and flows into the China Sea at the southern end of Vietnam. The water sample was collected in a region known as the Golden Triangle, in the city of Chiang Saen.

Gazola agrees that in a liquid state, the water molecules themselves do not transmit viruses, but considers that the fact that Wuhan is located on the banks of the Yangtze River is a relevant factor to be considered in research on the origins of COVID-19. “In general, cities develop along water bodies. Humans, as well as fauna, move between territories and water courses are suitable for displacement. In my line of research, the emergence of the new coronavirus may be related to global warming and the consequent acceleration of melting in the sources of these important Asian rivers”, stresses the researcher.

Now, the challenge is the search for partners to carry out the analysis of the evidence to map any traces of pathogens present in the samples.

 

 

 

sexta etapa do Reality percorreu o epicentro das polêmicas queimadas na Amazônia. A pesquisa foi realizada ao longo da BR-163 entre Cuiabá-MT e Itaituba no Pará. A região onde teria sido articulado o “Dia do Fogo” na fronteira da expansão do agronegócio. 

O primeiro destino foi o município de Nobres, a 120 quilômetros de distância da capital matogrossense. Além de um paraíso natural com rios de águas cristalinas, a região abriga a nascente do rio Paraguai que está no divisor entre as Bacias do rio da Plata e do rio Amazonas. Em seguida o ambientalista seguiu para Sorriso, cidade reconhecida por Lei Federal como a Capital Nacional do Agronegócio. Ali registrou araras comendo milho potencialmente transgênico e trouxe reflexões sobre a exportação de água virtual por meio de grãos (milho e soja) cujo destino é prioritamente para produção de ração animal.

Sinop, outra potência do agronegócio localizada ao longo da BR-163 também foi documentada. Durante a passagem pela cidade aconteceu a primeira chuva após mais de cem dias de estiagem. A tempestade originou desde o sentido nordeste, onde está localizado o Parque Indígena do Xingu e embasou a percepção de influência da Floresta na regulação do regime de chuvas na região.

Mais ao norte, ainda em Mato Grosso, em Peixoto de Azevedo é apresentado o modo de funcionamento de um garimpo legalizado. O empreendimento é associado à COOGAVEPE - Cooperativa dos Garimpeiros do Vale do Rio Peixoto a qual contempla mais de 500 sócios e rompe paradigmas referentes à mineração na Amazônia.

Já no Pará, o principal registro foi em Novo Progresso, cidade em que está sediada o jornal Folha do Progresso que no dia 10 de agosto denunciou os planos para o o que ficou conhecido como o “Dia do Fogo”, uma ação que teria sido orquestrada para a realização de incêndios em áreas de floresta. A última localidade visitada foi Itaituba, localizada a 1.500 quilômetros de Cuiabá no entroncamento entre a BR-163 e a rodovia Transamazônica (BR-230). Às margens do rio Tapajós, o porto na cidade é utilizado com principal modal para o escoamento fluvial dos grãos exportados para todo o planeta. 

“Acredito na linha de pesquisa de alguns cientistas que abordam a influência da Amazônia na regulação do clima da América do Sul. Também compactuo com a linha de pensamento que associa um gradativo e acelerado processo de desertificação em partes da região centro-oeste e sudeste do Brasil em função do desmatamento e do avanço da fronteira agropecuária sobre a Amazônia”, explica Diego Gazola.

O filme (19'45”) está disponível abaixo ou diretamente pelo link: https://youtu.be/c8QG_ed2HOI

 

The sixth stage of Reality covered the epicenter of controversies burned in the Amazon. The research was carried out along the BR-163 between Cuiabá-MT and Itaituba in Pará. The region where the “Day of Fire” would have been articulated on the frontier of agribusiness expansion.

The first destination was the municipality of Nobres, 120 kilometers away from the capital of Mato Grosso. In addition to being a natural paradise with crystal-clear rivers, the region is home to the source of the Paraguay River, which is on the divide between the Rio da Plata and the Amazon River basins. Then the environmentalist went to Sorriso, a city recognized by Federal Law as the National Capital of Agribusiness. There, he recorded macaws eating potentially transgenic corn and brought reflections on the export of virtual water through grains (corn and soybeans) whose destination is primarily for the production of animal feed.

Sinop, another agribusiness powerhouse located along the BR-163, was also documented. During the passage through the city, the first rain occurred after more than a hundred days of drought. The storm originated from the northeast direction, where the Xingu Indigenous Park is located, and supported the perception of the Forest's influence in regulating the rainfall regime in the region.

Further north, still in Mato Grosso, in Peixoto de Azevedo, the way in which a legalized mine works is presented. The project is associated with COOGAVEPE - Cooperative of Garimpeiros do Vale do Rio Peixoto, which includes more than 500 partners and breaks paradigms related to mining in the Amazon.

In Pará, the main record was in Novo Progresso, the city where the Folha do Progresso newspaper is headquartered, which on August 10 denounced the plans for what became known as the “Day of Fire”, an action that would have been orchestrated for carrying out fires in forest areas. The last location visited was Itaituba, located 1,500 kilometers from Cuiabá at the junction between the BR-163 and the Transamazônica highway (BR-230). On the banks of the Tapajós River, the port in the city is used as the main modal for the river flow of exported grains around the planet.

“I believe in the line of research of some scientists who address the influence of the Amazon on climate regulation in South America. Brazil due to deforestation and the advance of the agricultural frontier over the Amazon”, explains Diego Gazola.




A quinta etapa também está dividida em duas fases em territórios do Paraguai, Argentina e Bolívia.

A primeira fase da quinta etapa foi produzida em fevereiro de 2019, entre Asunción no Paraguai e Córdoba na Argentina. O entorno do rio Paraguai e rio Paraná concentram as tempestades mais severas do Planeta, segundo a revista científica Nature. Nesta região os sistemas de chuvas estão fortemente correlacionadosao choque entre o fluxo de umidade que provêm da Amazônia e às frentes frias e secas que chegam da Antártida.

Já a produção da segunda fase da quinta etapa está prevista para acontecer entre o Paraguai, Bolívia e norte da Argentina no primeiro semestre de 2022. O fator limitante no momento são ss restrições de viagem em função da pandemia global.

O filme (13’46”) está disponível abaixo ou diretamente pelo link:  https://youtu.be/Uqymih4r4Bs

 

The fifth stage is also divided into two phases in the territories of Paraguay, Argentina and Bolivia.

The first phase of the fifth stage was produced in February 2019, between Asunción in Paraguay and Córdoba in Argentina. The surroundings of the Paraguay River and Paraná River concentrate the most severe storms on the Planet, according to the scientific journal Nature. In this region, rainfall systems are strongly correlated to the shock between the flow of moisture that comes from the Amazon and the cold and dry fronts that come from Antarctica.

The production of the second phase of the fifth stage is expected to take place between Paraguay, Bolivia and northern Argentina in the first half of 2022. The limiting factor at the moment is travel restrictions due to the global pandemic.




 

A quarta etapa foi dividida em duas fases no território da Bolívia.

primeiro documentário aborda o entorno do Parque Nacional Amboró na região da Amazônia mais ao sul da América do Sul. O local está na mesma latitude média de Brasília e é conhecido como o cotovelo dos Andes. O filme aborda ainda Potosí, onde está localizado o Cerro Rico, de onde no período colonial foi retirado pelos espanhóis, a maior parte da prata extraída do continente. Sincronicamente a cidade está na mesma latitude média do trecho entre Ouro Preto e Diamantina, palco da exploração do ouro no Brasil colonial português e onde recentemente ocorreram as tragédias de Brumadinho e Mariana. Além disto, o viajante explora locais onde brotam as nascentes amazônicas mais ao sul do continente: Sucre, Cochabamba, Villa Tunari e Buena Vista. Em alguns pontos, a diferença de altitude no caminho dos Andes para a Amazônia chega a 3.500 metros em poucos quilômetros percorridos

O filme (16’11”) está disponível abaixo ou diretamente pelo link: https://youtu.be/kAtbhFcdlI8 

The fourth stage was divided into two phases in the territory of Bolivia.

The first documentary addresses the surroundings of the Amboró National Park in the southernmost Amazon region of South America. The site is at the same mid-latitude as Brasília and is known as the elbow of the Andes. The film also deals with Potosí, where the Cerro Rico is located, from where, in the colonial period, most of the silver extracted from the continent was removed by the Spanish. Synchronously, the city is at the same mid-latitude of the stretch between Ouro Preto and Diamantina, stage of gold exploration in Portuguese colonial Brazil and where the tragedies of Brumadinho and Mariana recently took place. In addition, the traveler explores places where the most southern Amazon springs of the continent sprout: Sucre, Cochabamba, Villa Tunari and Buena Vista. At some points, the difference in altitude on the way from the Andes to the Amazon reaches 3,500 meters in a few kilometers covered.


A segunda fase da quarta etapa foi produzida em janeiro de 2018 e também na Bolívia. O Reality partiu novamente de Santa Cruz de la Sierra, porém seguindo em direção oposta, rumo ao norte, para a região amazônica do Beni. Ali se encontram centenas de lagoas artificiais enigmáticas conhecidas como de Moxos, que teriam sido arquitetadas há milhares de anos. Os rios Mamoré e Beni estão entre os principais que formam o rio Madeira, o corpo d’água que em Rondônia, por meio de seus períodos de cheia, potencialmente reflete a umidade que deixa de migrar para o centro-sul da América do Sul, contribuindo para as secas cada vez mais severas nesta região. Para essa produção, a expedição cruzou a considerada mais intransitável entre as estradas bolivianas. O documentário expõe também a transição entre a Amazônia e os Andes na região de La Paz e do Lago Titicaca, passando pelo berço de uma das civilizações mais antigas do continente, a de Tihuanaco. 

O filme (14'56”) está disponível abaixo ou diretamente pelo link:https://youtu.be/6D-Nz9Rzbd4

The second phase of the fourth stage was produced in January 2018 and also in Bolivia. Reality departed again from Santa Cruz de la Sierra, but heading in the opposite direction, heading north, to the Amazon region of Beni. There are hundreds of enigmatic artificial lakes known as Moxos, which would have been designed thousands of years ago. The Mamoré and Beni rivers are among the main ones that form the Madeira river, the body of water that in Rondônia, through its periods of flood, potentially reflects the moisture that no longer migrates to south-central South America, contributing to the increasingly severe droughts in this region. For this production, the expedition crossed the one considered the most impassable among the Bolivian roads. The documentary also exposes the transition between the Amazon and the Andes in the region of La Paz and Lake Titicaca, passing through the cradle of one of the oldest civilizations on the continent, that of Tihuanaco.

 

 

Na terceira etapa, em abril de 2017, foi pesquisado o deserto mais árido do planeta. Localizado no norte do Chile, o Atacama está na mesma latitude média da cidade de São Paulo e de praticamente toda a região sudeste do Brasil. Nessa mesma latitude, na altura do Trópico de Capricórnio, estão outros grandes desertos do Hemisfério Sul como o Central da Austrália na Oceania e o Kalahari que compreende parte da Namíbia, Botswana, África do Sul e Angola na África. O documentário expõe reflexões sobre o gradativo desmatamento, e o desconhecido, polêmico e quase silencioso processo de desertificação do centro-sul da América do Sul. 

O filme (8’34”) está disponível abaixo ou diretamente pelo link: https://youtu.be/GDt8-GQsvoE

 

In the third stage, in April 2017, the driest desert on the planet was surveyed. Located in northern Chile, Atacama is at the same mid-latitude as the city of São Paulo and practically the entire southeast region of Brazil. At the same latitude, at the height of the Tropic of Capricorn, there are other great deserts in the Southern Hemisphere such as Central Australia in Oceania and the Kalahari that comprises part of Namibia, Botswana, South Africa and Angola in Africa. The documentary presents reflections on the gradual deforestation, and the unknown, controversial and almost silent process of desertification in south-central South America.

 

a segunda etapa abordou a foz do rio da Prata na fronteira entre o Uruguai e a Argentina e foi produzida em dezembro de 2016. Ali encontra a segunda maior desembocadura de água doce da América do Sul. A região recebe praticamente a totalidade das águas “exportadas” pela Amazônia por meio dos “rios voadores” e são drenadas através de centenas de rios do centro-sul da América do Sul. O documentário apresenta duas das dezenas de comunidades que vivem na ilhas no meio do rio da Prata, assim como registra a visita do pesquisador a Dolores, cidade que foi devastada pelo mais impactante tornado já registrado no continente. 

O filme (14’40”) está disponível abaixo ou diretamente pelo link: https://youtu.be/Em0H13MAdtQ

The second stage approached the mouth of the Rio de la Plata on the border between Uruguay and Argentina and was produced in December 2016. There you will find the second largest freshwater outlet in South America. exported” by the Amazon through “flying rivers” and are drained through hundreds of rivers in south-central South America. the researcher's visit to Dolores, a city that was devastated by the most impactful tornado ever recorded on the continent.

 

 

primeira etapa, produzida entre o Acre e o Peru em setembro de 2014, é balizada pelo conteúdo do relatório 'O Futuro Climático da Amazônia' do cientista Antonio Donato Nobre (INPE). Segundo o estudo, a umidade amazônica “faz uma curva” ao se chocar com a Cordilheira dos Andes naquela região e desce influenciando o regimes de chuvas na parte centro-sul da América do Sul, principalmente durante o verão hemisférico. O documentário apresenta três rotas que conectam os Andes à Amazônia: a estrada de terra pelo Parque Nacional del Manu, a rodovia asfaltada Interoceânica e o rio Urubamba que conecta Machu Picchu à Floresta Amazônica.

O filme (15’44”) está disponível abaixo ou diretamente pelo link: https://youtu.be/l3dSeqklEZY

 

The first stage, produced between Acre and Peru in September 2014, is marked by the content of the report 'The Climate Future of the Amazon' by scientist Antonio Donato Nobre (INPE). According to the study, the Amazonian humidity “makes a curve” when it collides with the Andes Mountains in that region and descends, influencing the rainfall patterns in the south-central part of South America, especially during the hemispheric summer. The documentary presents three routes that connect the Andes to the Amazon: the dirt road through the Parque Nacional del Manu, the asphalted Interoceanic road and the Urubamba river that connects Machu Picchu to the Amazon Forest.


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